A Cabana

Há nao sei quantos anos atrás(acho q nove), quando esse blog ainda fazia parte do msn, eu escrevi um pouco nesse Espaço sobre o livro “A Cabana”. Por um acaso do destino, o primeiro capítulo, em uma versão pocket, tinha sido dado de brinde para uma colega minha de serviço que deu pra eu ler. A narrativa era tão envolvente que eu fiquei seduzida de uma forma que me vi sem alternativa: corri pra livraria. Tinha que comprar o livro e saber no que iria dar aquela história de sumiço, assassinato, mistério, descrença e fé. Não me arrependi. Li e gostei. E ainda fiz minha mãe ler e indiquei o livro pra todo mundo.
Agora, em 2017, lançaram o filme e fui lá conferir.
A maioria das pessoas quando lê um livro e vê o filme que fizeram dele pensa ” o livro é bem melhor”, mas no caso do “A Cabana” eu nao senti tanto isso. Não sei se é porque o tempo passou e eu já nem lembro tanto da história, ou se porque realmente conseguiram ter fidelidade ao livro, mas…eu gostei muito do que vi no cinema. Me emocionei muito, do mesmo modo que anos atrás…me fez pensar, me fez chorar, refletir.
E mais uma vez, com a mesma certeza digo: Eu recomendo.

Ela persiste

Acabando de chegar em casa…acabada como sempre. Antes dei uma passada no shopping do bairro e, num impulso, me inscrevi na academia. Estou há um ano vivendo no puro sedentarismo. Eu que sempre fui fã de fazer algo que movimentasse o corpo tô parada, paradona. Isso me tem feito um mal danado, não só ao corpo mas até mesmo à alma. Fico estressada e não tenho como extravasar. Nada mais vem de graça depois dos trinta, nem saúde nem beleza.

Ontem fiquei trabalhado até quase 22h. Tinha marcado cinema com namorado, passeio com a Catarina. Foi tudo por água abaixo.  Odeio essa sensação de não ser 100% em nada, nem 100% sendo mãe, nem 100% namorada, nem 100% filha, nem 100% profissional. Sendo mediana em tudo. Tentando manter o equilíbrio das coisas, de universos diferentes, mas é como um cubo magico: arrumo uma face e bagunça outra.

Até vir aqui no espaço e escrever essas mal traçadas linhas, meu amor, está sendo uma batalha. Batalha contra a preguiça mental, a inércia promovida pelo cansaço.

Não posso me entregar. Não é pela barriga tanquinho não. É pra não ser engolida pela rotina que esmaga, que massifica.

Tem um lado meu que persiste em flertar com a felicidade. Tem um lado meu que não desiste.

Os anti-herois da minha vida

Tem pessoas que são referências pra gente, referência do que queríamos ser…de onde queremos chegar. Já tem outras que são tudo o que não queremos ser… E a gente conhece essas pessoas tão bem que não queremos ser como elas…nas suas covardias, nas suas ausências de si mesmos, na ignorância e falta de tato…

Rogo aos céus: ” Deus, não me deixe ficar assim! ”

As vezes não sabemos o q queremos, mas temos certeza do q não queremos.

Um pouco de mim já em 2017

Faz tempo que não venho aqui falar um pouco de mim. Durante algum tempo esse espaço virou um diário vivo ou pelo menos uma breve sinopse do meu dia a dia. No ano de 2016 não deu muito tempo de escrever. Pra falar a verdade tive pouco tempo para pensar sobre o que eu estava vivendo. Trabalhei muito no ano passado e até que gostei disso, sobrou pouco tempo pra pensar bobagem e quase não tive minhas crises de hipocondríaca.

E agora chegou 2017 e venho com a mala da experiência um pouco mais pesada, mas tem alguns cômodos dentro de mim q parecem ser os mesmos. Ainda tenho medos idiotas, mas as vezes me vejo tendo atitudes corajosas demais para ser eu mesma.

Nesta semana que passou uma médica chegou a conclusão do diagnóstico que sempre pareceu inconclusivo da doença de mamãe e recomendou algumas sessões de quimioterapia. É difícil ouvir, dizer, escrever essa palavra…quimioterapia. Paira um peso, um preconceito, é algo que ninguém quer para si.

Quando eu era criança e li aquele livro “menino de engenho” o autor dizia que quando ele era criança e as pessoas diziam “fulano foi para o hospital” era o mesmo que dizer “fulano foi morrer”. Hoje,se dissermos ” fulano foi para o hospital ” não causa mais medo em ninguém.

Enfim, conceitos mudam , o mundo muda, as pessoas ao pouco tb vão mudando.

E 2017 começa assim exigindo um pouco de mudanças.

A carta do ano de 2016

 A  carta do ano de 2016
Mais um fim de ano chegando e mais uma vez a tarefa de escrever “A carta do ano” para os amados do meu coração.
Confesso que fazer a sinopse do que ocorreu ao longo de 365 dias não é tão fácil. É difícil olhar para trás e analisar o que passou. Para  muitos foi um ano difícil. Para mim foi um ano em que trabalhei muito e eu poderia dizer que estou cansada, mas prefiro dizer que estou muito grata a Deus por tudo que vivi até este momento em que escrevo  Carta do Ano. Fundamentalmente porque este ano me mostrou o quanto eu tenho que encarar certos desafios, que às vezes é preciso se arriscar, apostar alto; que é preciso também reconhecer que por mais que me cause desconforto é preciso jogar fora velhos conceitos, pois o que o que sei é pouco, que talvez eu não saiba nada sobre certos assuntos e que tenho que estar disposta a continuar aprendendo e a começar do zero.
Foi o ano em que me dei conta que, como diz a bíblia, qualquer talento com o qual Deus nos agracia não deve ser desperdiçado, porque às vezes a gente esquece o quanto já foi bom em algo e começa a descrer do que somos capazes.
Foi o ano em que me vi dando o meu máximo e até mais do que achei que seria capaz, e mesmo na hora que achei que não podia fazer mais nada entreguei meu caminho ao Senhor. Minto, entreguei a ele o leme do meu barco sempre, pedi  que indicasse o caminho e guiasse e que cuidasse do meu coração.
Foi o ano que decidi ser feliz com o que tivesse, que fosse muito ou pouco. E quando me vi satisfeita com o pouco, Ele me deu mais.
Foi o ano em que aceitei que estou na casa dos trinta, que a vida não terminou, que não adianta forçar a barra e querer entrar numa calça 36, mas que exisstem desafios que estão apenas começando, que ser feliz é um ponto de vista, um modo de ver as coisas, e muitas vezes nós quem escolhemos mudar o nosso olhar.
Obrigada, Deus , por todas as obras.
Obrigada, Deus , por esses amigos, por te-los conhecido no momento certo, seja com 10, 15, 20, 30 anos… Obrigada por permanecerem dentro do meu coração. Pra você que está lendo essa carta, que Deus te abençoe muitíssimo com saúde, alegria de viver, fé, paz interior, sucesso. Deus conhece o teu coração e , sobretudo, sabe do que você mais precisa.

Desejo um maravilhoso 2017!!!!
Viva la vida

Me desfazendo do que não mereço

Estou dando uma geral no quarto, ou melhor, no guarda roupa. Sou das pessoas que tem dificuldade em desapegar. Em desapegar de tudo: das coisas, das pessoas, de idéias… Enfim. Mas hj eu amanheci diferente. Ao contrário dos momentos de fúria em que tenho vontade de jogar todas as roupas fora, racionalmente resolvi descartar as que não me cabem, as que estão muito velhas e aquelas que não suporto mais nem ver. Se eu levar esses critérios a ferro e fogo eu sei q vou andar pelada pq tenho muita roupa antiga e tenho mania de achar que um dia ainda volto a usar 36 (ledo engano)…

Algumas conclusões da faxina:

* o manequim 36 desistiu de mim

* roupas que tem mais de seis anos podem rasgar no meio expediente.

*cintura baixa nunca mais

*os jeans não precisam mais de strass, nem pérolas

* cores berrantes já não me atraem tanto, vou deixar só pro carnaval mesmo.

Assim como na vida há que sobrar espaço novo para roupas novas e se continuarmos coisas velhas nunca haverá.

O mundo é uma escola, a vida é um circo

Vim dar uma leve respirada aqui. Vim a tona para respirar. Ando mergulhada no meu trabalho. Meu prenome é trabalho e o sobrenome é stress. Mas, acreditem, dou as vezes glória a Deus por isso. Não quero ter tempo livre pra pensar besteira. Nem lembrar das ausências, das lacunas que persistem em minha vida. Talvez seja covarde tentando me furtar de mim mesma. Ultimamente não penso muito sobre o que estou fazendo. Aquela frase da musica do Skank nunca me fez tanto sentido: ” o caminho só existe quando você passa’. A nossa vida parece um espetáculo onde muitas vezes nem nos permitem o ensaio. É assim que me sinto. Caí de paraquedas no palco e estou levando no improviso. às vezes sai certo como num cordel ricamente estruturado, em outras sai algo que não se encaixa, e em outras me sobra o silêncio. mas esse silêncio não é aquele de quem quer falar e não sabe o que falar.É o silencio contemplativo, aquele que quer enxergar a plateia, que quer se situar.