Sete anos de blog

Hoje faz sete anos que migrei esse espaço do MSN para o WordPress. O tempo é implacável, ele nos muda por fora e por dentro. Há sete anos me sentia uma menina sendo forçada a crescer, maturar…hoje não, hoje sou mulher por escolha e também por aceitação, porque todas aquelas experiências que trouxeram e me construíram até aqui. Já tive tanto medo da velhice, da vida adulta, da maturidade. Hoje não tenho medo disso, quero estar nesse lugar, me aceito dentro dele. Talvez a minha cara seja a mesma de meses atrás, mas o que vai por dentro mudou. E sinto que muito mais precisa mudar. Quando entrei na faixa dos trinta me agarrava a cada nuance da juventude, não queria deixar ela ir embora nem na cor dos cabelos, nem no corpo, nem na alma. Tô vendo que isso é uma bobagem. Não adianta tentar ser a mesma sempre. Deixe ser outra pessoa, uma versão mais atual, que me caiba, que me conforte.

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Dona Karine Priscila

Muitos meses se passaram desde a última postagem e já não sou mais a mesma. A gente nunca sabe as voltas q o mundo vai dar. E , como num grande teatro da vida, as vezes temos q ocupar papéis que nunca dantes pensamos em exercer. E vejam bem, cá estou eu: casada e grávida novamente, morando fora do cohatrac, preocupada com coisas que antes nem pensava. Agora me arrisco folhear a revista da tupperware em vez da Natura. Agora serei mãe de menina e também de menino. Agora meu coração e meu cérebro estão bem mais compartimentados, tem q caber mais gente e mais necessidades. Agora eu tenho um marido.

Hoje eu entendo o gozo da minha mãe em ir na loja do “mundo do um real” (KKK). Confesso. Ando estrando meu próprio modo de ser feliz, mas feliz estou.

Só não se perca ao entrar no meu infinito particular…

Eu não costumo vir aqui na sexta feira à noite escrever aqui. Aliás, faz tempo q não venho aqui escrever. Não sei se estou em dívida com quem vem ler ou comigo mesma que escrevo. Não tenho refletido muito, apenas tenho vivido. Ou, pelo contrário, até reflito, mas perdi um pouco a mão na contação de histórias da minha vida. Nessa temporada da minissérie da minha vida descubro que sou um personagem comum. Vou ser mais um multidão. Não, eu não acho mais que vou ser cantora, escritora, não vou modificar o mundo,não vou ser uma pessoa que vai criar uma nova teoria da relatividade. Vou ser comum mesmo. E, sinceramente, nem me incomoda. No meu infinito particular, no meu universo mínimo vou construir o meu mundo.  Nessa época de voyeurismo e exibicionismos estou tendendo a me esconder. ” o que eu ganho o que eu perco ninguém precisa saber”.

A Cabana

Há nao sei quantos anos atrás(acho q nove), quando esse blog ainda fazia parte do msn, eu escrevi um pouco nesse Espaço sobre o livro “A Cabana”. Por um acaso do destino, o primeiro capítulo, em uma versão pocket, tinha sido dado de brinde para uma colega minha de serviço que deu pra eu ler. A narrativa era tão envolvente que eu fiquei seduzida de uma forma que me vi sem alternativa: corri pra livraria. Tinha que comprar o livro e saber no que iria dar aquela história de sumiço, assassinato, mistério, descrença e fé. Não me arrependi. Li e gostei. E ainda fiz minha mãe ler e indiquei o livro pra todo mundo.
Agora, em 2017, lançaram o filme e fui lá conferir.
A maioria das pessoas quando lê um livro e vê o filme que fizeram dele pensa ” o livro é bem melhor”, mas no caso do “A Cabana” eu nao senti tanto isso. Não sei se é porque o tempo passou e eu já nem lembro tanto da história, ou se porque realmente conseguiram ter fidelidade ao livro, mas…eu gostei muito do que vi no cinema. Me emocionei muito, do mesmo modo que anos atrás…me fez pensar, me fez chorar, refletir.
E mais uma vez, com a mesma certeza digo: Eu recomendo.

Ela persiste

Acabando de chegar em casa…acabada como sempre. Antes dei uma passada no shopping do bairro e, num impulso, me inscrevi na academia. Estou há um ano vivendo no puro sedentarismo. Eu que sempre fui fã de fazer algo que movimentasse o corpo tô parada, paradona. Isso me tem feito um mal danado, não só ao corpo mas até mesmo à alma. Fico estressada e não tenho como extravasar. Nada mais vem de graça depois dos trinta, nem saúde nem beleza.

Ontem fiquei trabalhado até quase 22h. Tinha marcado cinema com namorado, passeio com a Catarina. Foi tudo por água abaixo.  Odeio essa sensação de não ser 100% em nada, nem 100% sendo mãe, nem 100% namorada, nem 100% filha, nem 100% profissional. Sendo mediana em tudo. Tentando manter o equilíbrio das coisas, de universos diferentes, mas é como um cubo magico: arrumo uma face e bagunça outra.

Até vir aqui no espaço e escrever essas mal traçadas linhas, meu amor, está sendo uma batalha. Batalha contra a preguiça mental, a inércia promovida pelo cansaço.

Não posso me entregar. Não é pela barriga tanquinho não. É pra não ser engolida pela rotina que esmaga, que massifica.

Tem um lado meu que persiste em flertar com a felicidade. Tem um lado meu que não desiste.

Os anti-herois da minha vida

Tem pessoas que são referências pra gente, referência do que queríamos ser…de onde queremos chegar. Já tem outras que são tudo o que não queremos ser… E a gente conhece essas pessoas tão bem que não queremos ser como elas…nas suas covardias, nas suas ausências de si mesmos, na ignorância e falta de tato…

Rogo aos céus: ” Deus, não me deixe ficar assim! ”

As vezes não sabemos o q queremos, mas temos certeza do q não queremos.

Um pouco de mim já em 2017

Faz tempo que não venho aqui falar um pouco de mim. Durante algum tempo esse espaço virou um diário vivo ou pelo menos uma breve sinopse do meu dia a dia. No ano de 2016 não deu muito tempo de escrever. Pra falar a verdade tive pouco tempo para pensar sobre o que eu estava vivendo. Trabalhei muito no ano passado e até que gostei disso, sobrou pouco tempo pra pensar bobagem e quase não tive minhas crises de hipocondríaca.

E agora chegou 2017 e venho com a mala da experiência um pouco mais pesada, mas tem alguns cômodos dentro de mim q parecem ser os mesmos. Ainda tenho medos idiotas, mas as vezes me vejo tendo atitudes corajosas demais para ser eu mesma.

Nesta semana que passou uma médica chegou a conclusão do diagnóstico que sempre pareceu inconclusivo da doença de mamãe e recomendou algumas sessões de quimioterapia. É difícil ouvir, dizer, escrever essa palavra…quimioterapia. Paira um peso, um preconceito, é algo que ninguém quer para si.

Quando eu era criança e li aquele livro “menino de engenho” o autor dizia que quando ele era criança e as pessoas diziam “fulano foi para o hospital” era o mesmo que dizer “fulano foi morrer”. Hoje,se dissermos ” fulano foi para o hospital ” não causa mais medo em ninguém.

Enfim, conceitos mudam , o mundo muda, as pessoas ao pouco tb vão mudando.

E 2017 começa assim exigindo um pouco de mudanças.