Os anti-herois da minha vida

Tem pessoas que são referências pra gente, referência do que queríamos ser…de onde queremos chegar. Já tem outras que são tudo o que não queremos ser… E a gente conhece essas pessoas tão bem que não queremos ser como elas…nas suas covardias, nas suas ausências de si mesmos, na ignorância e falta de tato…

Rogo aos céus: ” Deus, não me deixe ficar assim! ”

As vezes não sabemos o q queremos, mas temos certeza do q não queremos.

Um pouco de mim já em 2017

Faz tempo que não venho aqui falar um pouco de mim. Durante algum tempo esse espaço virou um diário vivo ou pelo menos uma breve sinopse do meu dia a dia. No ano de 2016 não deu muito tempo de escrever. Pra falar a verdade tive pouco tempo para pensar sobre o que eu estava vivendo. Trabalhei muito no ano passado e até que gostei disso, sobrou pouco tempo pra pensar bobagem e quase não tive minhas crises de hipocondríaca.

E agora chegou 2017 e venho com a mala da experiência um pouco mais pesada, mas tem alguns cômodos dentro de mim q parecem ser os mesmos. Ainda tenho medos idiotas, mas as vezes me vejo tendo atitudes corajosas demais para ser eu mesma.

Nesta semana que passou uma médica chegou a conclusão do diagnóstico que sempre pareceu inconclusivo da doença de mamãe e recomendou algumas sessões de quimioterapia. É difícil ouvir, dizer, escrever essa palavra…quimioterapia. Paira um peso, um preconceito, é algo que ninguém quer para si.

Quando eu era criança e li aquele livro “menino de engenho” o autor dizia que quando ele era criança e as pessoas diziam “fulano foi para o hospital” era o mesmo que dizer “fulano foi morrer”. Hoje,se dissermos ” fulano foi para o hospital ” não causa mais medo em ninguém.

Enfim, conceitos mudam , o mundo muda, as pessoas ao pouco tb vão mudando.

E 2017 começa assim exigindo um pouco de mudanças.

A carta do ano de 2016

 A  carta do ano de 2016
Mais um fim de ano chegando e mais uma vez a tarefa de escrever “A carta do ano” para os amados do meu coração.
Confesso que fazer a sinopse do que ocorreu ao longo de 365 dias não é tão fácil. É difícil olhar para trás e analisar o que passou. Para  muitos foi um ano difícil. Para mim foi um ano em que trabalhei muito e eu poderia dizer que estou cansada, mas prefiro dizer que estou muito grata a Deus por tudo que vivi até este momento em que escrevo  Carta do Ano. Fundamentalmente porque este ano me mostrou o quanto eu tenho que encarar certos desafios, que às vezes é preciso se arriscar, apostar alto; que é preciso também reconhecer que por mais que me cause desconforto é preciso jogar fora velhos conceitos, pois o que o que sei é pouco, que talvez eu não saiba nada sobre certos assuntos e que tenho que estar disposta a continuar aprendendo e a começar do zero.
Foi o ano em que me dei conta que, como diz a bíblia, qualquer talento com o qual Deus nos agracia não deve ser desperdiçado, porque às vezes a gente esquece o quanto já foi bom em algo e começa a descrer do que somos capazes.
Foi o ano em que me vi dando o meu máximo e até mais do que achei que seria capaz, e mesmo na hora que achei que não podia fazer mais nada entreguei meu caminho ao Senhor. Minto, entreguei a ele o leme do meu barco sempre, pedi  que indicasse o caminho e guiasse e que cuidasse do meu coração.
Foi o ano que decidi ser feliz com o que tivesse, que fosse muito ou pouco. E quando me vi satisfeita com o pouco, Ele me deu mais.
Foi o ano em que aceitei que estou na casa dos trinta, que a vida não terminou, que não adianta forçar a barra e querer entrar numa calça 36, mas que exisstem desafios que estão apenas começando, que ser feliz é um ponto de vista, um modo de ver as coisas, e muitas vezes nós quem escolhemos mudar o nosso olhar.
Obrigada, Deus , por todas as obras.
Obrigada, Deus , por esses amigos, por te-los conhecido no momento certo, seja com 10, 15, 20, 30 anos… Obrigada por permanecerem dentro do meu coração. Pra você que está lendo essa carta, que Deus te abençoe muitíssimo com saúde, alegria de viver, fé, paz interior, sucesso. Deus conhece o teu coração e , sobretudo, sabe do que você mais precisa.

Desejo um maravilhoso 2017!!!!
Viva la vida

Me desfazendo do que não mereço

Estou dando uma geral no quarto, ou melhor, no guarda roupa. Sou das pessoas que tem dificuldade em desapegar. Em desapegar de tudo: das coisas, das pessoas, de idéias… Enfim. Mas hj eu amanheci diferente. Ao contrário dos momentos de fúria em que tenho vontade de jogar todas as roupas fora, racionalmente resolvi descartar as que não me cabem, as que estão muito velhas e aquelas que não suporto mais nem ver. Se eu levar esses critérios a ferro e fogo eu sei q vou andar pelada pq tenho muita roupa antiga e tenho mania de achar que um dia ainda volto a usar 36 (ledo engano)…

Algumas conclusões da faxina:

* o manequim 36 desistiu de mim

* roupas que tem mais de seis anos podem rasgar no meio expediente.

*cintura baixa nunca mais

*os jeans não precisam mais de strass, nem pérolas

* cores berrantes já não me atraem tanto, vou deixar só pro carnaval mesmo.

Assim como na vida há que sobrar espaço novo para roupas novas e se continuarmos coisas velhas nunca haverá.

O mundo é uma escola, a vida é um circo

Vim dar uma leve respirada aqui. Vim a tona para respirar. Ando mergulhada no meu trabalho. Meu prenome é trabalho e o sobrenome é stress. Mas, acreditem, dou as vezes glória a Deus por isso. Não quero ter tempo livre pra pensar besteira. Nem lembrar das ausências, das lacunas que persistem em minha vida. Talvez seja covarde tentando me furtar de mim mesma. Ultimamente não penso muito sobre o que estou fazendo. Aquela frase da musica do Skank nunca me fez tanto sentido: ” o caminho só existe quando você passa’. A nossa vida parece um espetáculo onde muitas vezes nem nos permitem o ensaio. É assim que me sinto. Caí de paraquedas no palco e estou levando no improviso. às vezes sai certo como num cordel ricamente estruturado, em outras sai algo que não se encaixa, e em outras me sobra o silêncio. mas esse silêncio não é aquele de quem quer falar e não sabe o que falar.É o silencio contemplativo, aquele que quer enxergar a plateia, que quer se situar.

Caterine, minha filha imaginaria, e o curioso caso das Barbies piriguetes

Faz tempo que não venho aqui escrever. Mudei de setor e um pouco de vida também. O trampo ficou mais puxado. Mas isso não é desculpa pra não vir aqui despejar um pouco dos zibilhoes de pensamentos que enchem meu HD.

O tempo tem passado e vejo quanto meu Deus foi bondoso de me conceder ter uma filha linda do jeito q foi…sem planejar, sem pedir, sem esperar muito…então veio essa maravilhosa Catarina. Hoje em dia , porém, eu penso q se quiser ter outro filho (se quiser mesmo) a coisa vai ser mais difícil…. Vou ter q pensar, planejar, preparar. Não acho bom ser filho único. Minha irmã , em determinados momentos , foi minha única referência de família. Então penso no quanto o fato de ser filha unica pode ser ruim pra Catarina.

Outro dia Catarina falou:”mãe, já pensou se eu tivesse uma irmã gêmea chamada Caterine?”

E respondi:”certamente eu não aguentaria. Catarina é só uma mesmo. Por outro lado, Caterine podia ser uma menina bem diferente de você. Ela podia ser quieta, obediente, quem sabe até doentinha, manhosa. Podia também ser fofoqueira e contar tuas traquinagens pra mim dizendo: “mãe , olha o q a Catarina tá fazendo”!

E ficamos alí elencando as mil e uma características de Caterine, minha filha imaginária, irmã imaginária de Catarina.Quase vi Caterine se materializando pela força de nossas mentes pq ela já tinha muitos detalhes, tanto bons quanto ruins. A conversa foi ficando engraçada porque imaginavamos até as coisas que Caterine falaria pra gente.   Depois suspiramos e lamentamos…” é, mas ela não existe “. Bateu saudade do que nunca tivemos.

Agora mudando um pouco de assunto… Desde bebê Catarina sempre teve uns pratinhos de comida engraçados. Minha mãe sempre compra uns pratinhos lúdicos com imagens de bichinhos ou personagens. Há pouco tempo ela comprou um prato um pouco suspeito, com a imagem de duas Barbies piriguetes vestidas em shortinhos curtos e com os braços levantados como se estivessem ensaiando uma dança sensual.Tô encucada com esse prato.IMG_20160717_144926341
É muita sensualidade pros verdes anos da minha filha.eu acho.
Será q é paranoia minha?

 

Pra não dizer que não falei das flores…

Este é o meu sexto dia das mães, ou seja, o sexto ano em que passo o dia das mães não sendo somente filha, mas sendo também mãe. Nunca romantizei a maternidade, nunca achei que ser mãe fosse fácil. Nunca me imaginei como a mãe do comercial das fraldas pampers ou do comercial de margarina, sempre sorridente, asseada, sutilmente vestida, sempre solicita e feliz. Acho q nunca acreditei nessas maes porque minha mae nunca foi assim, nem a minha avó, nem as minhas tias…enfim , nenhuma das maes que eu conhecia era aquele tipo de mae. Mas eu sempre amei as minhas maes, as maes da minha vida. Ainda q fossem mal-humoradas, desarrumadas, com cheiro de tempero, com cheiro de perfume da avon , com cheiro de agua sanitaria, com uma vida corrida, com impaciencia, com o chinelo na mao, dando bronca, dando cascudo na cabeça (kkkk). Hoje eu entendo muito mais todos esses gestos das maes da minha vida. Quando eu soube q ia ser mae eu só tive medo no meu coraçao, mas eu acreditei q era uma missao q Deus havia me dado e que Ele sabia muito mais q eu. Se Ele achava q eu estava preparada entao eu estava.hoje eu continuo achando a mesma coisa, porem hj ja nao sinto o medo tao grande, sinto o amor, o apego, a preocupacao. Eu muitas vezes sou como as maes da minha vida:impaciente, um cheiro de perfume misturado com o suor nosso de cada dia.
Para nao dizer q nao falei das flores hoje desejo um dia perfumado com todos tipos de cheiro: de fraldas, perfume frances, tempero, agua sanitaria, colonia da avon, suor da maezinha.
Otimo feliz dia das maes a todos.