Por um segundo mais feliz
17 fev 2012 Deixe um comentário
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“Por um segundo mais feliz” foi uma frase que vi tatuada em forma de círculo, nas costas de mulher, na Praia de Cumbuco em Fortaleza. Eu que não sou muito afeta a tatuagens achei a ideia fantástica porque representa tão pouco e tanta coisa ao mesmo tempo. Representa a transitoriedade da vida, a busca incessante pela felicidade mesmo que dure só um segundo, porque como já diriam os poetas e os profetas “tristeza não tem fim, felicidade sim”. O exagero da frase é que a tristeza parece durar uma eternidade e a felicidade parece um sonrisal, quando se vê já derreteu…
O segredo são as lembranças. Eu queria tanto fazer um passeio de jangada, porque a lembrança que eu tinha de um passeio de jangada era doidera: a jangada vai mar a dentro 01 km, e daí a gente se joga(de coletes salva-vidas, é claro!) e pira-doido. Mas dessa vez não foi bem assim…quando me joguei na água…engoli tanta água, entrou água pelo nariz, pela boca, pelo ouvido, enfim, todos orifícios faciais. Subi na jangada mareada com vontade de botar os bofes pra fora…cheguei na praia verdinha…quase me deitando na areia. Mas o que salvou a boa lembrança do passeio de jangada dessa vez foi o fato de minha amiga Wal, que tava morrendo de medo, que disse q num ia subir de jeito nenhum naquele troço, q disse que tinha medo de morrer afogada, medo de tubarões e afins, se jogou da embarcação antes de mim, soltou a corda e resolveu nadar em mar aberto feito uma louca. Essa lembrança sim é boa…me faz morrer de rir.
E na busca desse segundo mais feliz depois do passeio de jangada fui fazer uma massagem relaxante. Debaixo daquelas palmeiras…com a brisa batendo no rosto…ulalá…pense numa coisa boa? Nem o mastercard pagaria a sensação, mas eu paguei só 15 reais.
Na busca por um segundo mais feliz, voltei na Monsenhor Tabosa só pra comprar uma sandália que tinha me enfeitiçado. Andei uns dois quilômetros na Praia de Iracema, observando de um lado as famílias e do outro a prostituição rolando solta, em busca de lembrancinhas pros meus amores.
Por um segundo mais feliz aceitei que um belíssimo estranho me pagasse uma água e um refrigerante, quando o garçom não aceitou meu cartão de débito numa lanchonete perto Hotel que eu estava hospedada.
Mas, o segundo mais feliz de todos mesmo foi quando após uma confusão com a passagem de volta, depois de eu quase ficar presa no aeroporto por não conseguir fazer check in, depois de ligar pra Patrícia da agência de viagens desesperada, finalmente consegui embarcar de volta pro meu aconchego.
Por um segundo mais feliz…